Como muitos de vocês já sabem, se não estou informando agora: Apartir de hoje o Meu Nome Não é Chico está sendo desativado, sendo que todo o seu conteúdo e continuidade está no novo blog Pi-Dimensional.

Espero encontrar vocês lá.

Abraço a todos,

Fernando

Eu vou contar pra vocês uma história de como a vida é cheia de surpresas e como aprendemos a valorizar aqueles que estão ao nosso lado as vezes só quando os perdemos. Uma história de quem supera qualquer dificuldade e busca achar o amor verdadeiro.

Eu sou um usuário de computadores clássico. Não sou desses tipos alternativos que gostam de moda, design e Mac. Sou um cara rústico, metódico e tradicional. Sou um usuário Linux.

Desde cedo me apaixonei pelo Ubuntu e com ela formei um sólido relacionamento durante anos. Durante esses tempo aprendemos a nos respeitar, entender as nossas limitações e aceitar as nossas diferenças. É claro que também tinhamos problemas. As vezes não nos entendiamos… eu dizia:
$cat 1textA | tr "zvnwshrmxgpdkqbjctfl" "a-z" | tr " " "\n" | sort -u | tr "\n" " " | tr "a-z" "zvnwshrmxgpdkqbjctfl"
e ela não me entendia.

Mas nosso relacionamente era bem firme e tudo fazia parecer que seria um casamento bem sólido e duradouro, até que um dia tudo mudou. Vi na capa de uma revista uma tal de Gnome3 e, dai em diante nunca mais fui o mesmo…

Aquelas curvas não saiam da minha cabeça. Aquela interface rápida e prática me deixava super exitado. Parecia que tinha achado o SO perfeito. O Gnome3 parecia ser um SO sem frescuras, que satisfaria o usuário de uma forma como nunca antes um SO satisfez um usuário antes.

Como esse Gnome3 não saia da minha cabeça resolvi conversar com o Ubuntu sobre isso e perguntar se ela se propunha a tentar o Gnome3 comigo. Mas o Ubuntu não quis, disse que não é sistema operacinal de fazer esse tipo de coisa e por ai foi…

Pensei que como tempo eu ia desistir disso, que ia esquecer e seguir em frente, mas a vontade de experimentar o Gnome3 não parava de crescer. Quando o Ubuntu viu que eu estava me afastando cada dia mais, ela resolveu me propor uma alternativa, o Unity. E não preciso dizer que esse foi o motivo do fim do nosso relacionamento. Como depois de anos de relacionamento sério o Ubuntu vira pra mim e diz que se quiser inovar vou ter que me contentar com o Unity? Como diante do Gnome3 ela quer que eu me acostume com uma interface que não passa de uma imitação parcial, grosseira e bugada como essa? Terminamos.

Então uma noite em casa, sozinho, estava sem fazer nada e resolvi ir num lugar diferente, um lugar chamado http://gnome3.org/ e lá conheci duas SO bem interessantes que fiquei conversando, trocando uma ideia e conhecendo. Elas se chamavam SuSe e Fedora. Depois de algum tempo que estava conversando com elas resolvi partir com tudo pra cima da SuSe porque eu vi que ela funcionava sob a arquitetura amd64 e eu adoro SOs que funcionam sob essa estrutura.

Levei ela pra casa pronto pra colocar ela no meu note. Logo nas preliminares, instalação, fui quase as alturas. Um SO sem frescuras, decidido. Sabia muito bem o que queria e o que precizava fazer para me satisfazer na instalação em poucos passos. Ai comecei a mexer na SuSe com toda a vontade e desejo que estava guardando a um tempão. Fui ao ceu. Foi a noite inteira em claro. Passando o mouse pra cima e pra baixo, abrindo e fechando as telas e usando todos os recursos dela. Fui durmir acabado, esgotado, mas com um sorrizo de ponta a ponta me sentindo o usuário mais feliz desse mundo.

No entanto, já no dia seguinte, de manhã, tive meus primeiros problemas com a SuSe. Ela veio toda cheia de paranoia, travando o Xorg e tivemos a nossa primeira briga. Tentei conversar com ela, reconfigurar e concertar esse problema do Xorg mas nada deu certo. No final tive que esperar uns dias e reinstalar tudo do zero.

Apesar desses problemas e do fato d’eu descobrir que não posso confiar na atualização automática da SuSe, até que tivemos um relacionamento estável. Tínha alguns problemas com relação a ele principalmente com relação aos seus gostos. Ela gostava de rpm. Sério, que coisa ultrapassada. Diante de tanta coisa melhor por ai ela diz que só gosta de RPM?! Muito estranho. Se fosse Legião Urbana pelo menos…

Outro grande problema que tinha com ela era colocar algo na cabela dela..Instalar algo pelo pelo sistema de pacote de dados, o Yard2. Nunca me envolvido com um sistema tão burro. Eu que estava acostumado ao desempenho do Apt e do Aptitude na Ubuntu, não conseguia aceitar uma interface tão idiota quanto o YaST2. Depois de muito tempo descobri alguns macetes e truques pra conseguir colocar programas dentro da SuSe, mas era sempre com muita dificuldade que fazia isso. Somando isso tudo e um bocado de outros problemas, bugs, eu e a SuSe não conseguimos durar muito tempo. Havia muito desejo mas não havia compatibilidade entre a gente, saca?!

Depois do meu fim com a SuSe resolvi procurar a Fedora pra ver se com ela eu conseguiria achar o SO da minha vida. Com a Fedora diferente dos outros SO, ela é garota de família. Seu pai é um grande empresário: Doutor Red Hat. Esperava encontrar no Fedora um sistema operacional de qualidade construído com o bom e melhor do Linux.

O começo do meu relacionamento com Fedora foi ótimo, mas confessor que estava um pouco preocupado como seria nosso relacionamento com o tempo… já havia sofrido muito com a SuSe e não estava disposto a me entregar tão rápido assim pra me machucar depois.

Com o tempo e depois de algumas conversas e atualizações percebi que a Fedora era um SO bem mais estável que a SuSe. Não tive nenhum problema com suas atualizações. Ela sempre se mostrou muito capaz disso.. No entanto, a medida que nosso relacionamento foi progredindo percebi que a Fedora era muito mais fresca que a SuSe no quesito compatibilidade de softwares e simplismente não achava drivers pra ela ou os programas que estava acostumado a usar. A Fedora era um bom SO, mas eu sou um cara simples, não consiguiria me acostumar a ideia de me envolver com um sistema filho de um Red Hat criado cheio de frescuras e nhenhenhe.

E foi o fim do meu relacionamento com a Fedora.

Fiquei um bom tempo sem me envolver com ninguém. Sozinho, desiludido, ficava só no Windows…

Mas a vida é cheia de surpresas e reviravoltas. Eu estava outro dia mexendo nos meus backups quando achei uma imagem do Ubuntu no meus arquivos. Fiquei olhando pra ela um tempão lembrando dos bons e velhos tempos… Apesar d’eu ter abandonado ela, eu era muito feliz. O Ubuntu me entendia como nenhum outra distribuição do Linux me entendia. Me completava como nunca consegui com outro SO…

Procurei a Ubuntu, pedi minhas desculpas e voltamos. Depois de muito rodar descobri que ela é o SO da minha vida. Com ela espero poder viver o resto dos meus dias e ser muito feliz.

FIM!

Pois é galera, o blog fez essa semana aniversário. Dois anos de vida. A 733 dias atrás eu publiquei o “Hello World!”, o primeiro post do blog.

Foram dois anos muito importantes para mim. Para um blog que começou sem compromisso algum, com o objetivo único de ter uma forma de eu estender o contato entre eu e meus amigos em brasília, ele foi crescendo ganhando mais objetivos e desenvolvendo forma e vida aos meus olhos. Cumpri meu objetivo inicial e muito mais. Hoje o blog é visto por várias pessoas do brasil e fico muito contente de saber outras pessoas se identificam com a ideia da página.

Se tornou muito mais que uma página que eu atualizava de vez em quando, para se tornar parte do meu dia-a-dia. Engraçado que um dos meus princípios no blog é não falar de mim, no entanto, eu me vejo escrito em cada post, em cada comentário e canto dessa página…

A minha ideia original era aproveitar essa data e lançar definitivamente o novo portal do blog, o Pi-Dimensional, como forma de comemorar a continuação do blog. Mas, devido eu ter me enrolado todo pra aprender a usar as bibliotecas de php (que eu tive que aprender também) eu tô atrasado em umas 3 semanas no desenvolvimento do novo design do blog. Por enquanto, se vocês entrarem lá, vocês verão um design temporário que coloquei lá, mas que devo aproveita de alguns elementos pro novo design.

Aproveitando pra falar no novo design do blog, tenho que dizer o tanto que tô tendo que aprender pra fazer meu próprio layout do blog. Além de ter aprendido php e CSS3 estou tendo que aprender a editar imagens, que tem sido o mais difícil. Descobri, infelizmente, que pra algumas coisas o bom e velho Paint não serve. No entanto não trai a ideia do software livre, estou usando o Inkscape. Apanhei dias pra fazer o simbolo do blog. Depois apanhei mais ainda pra aprender a redefinir ele sem perder qualidade e pixelar o simbolo. Tô querendo aprender agora a mexer com layers e sobreposição de imagens colocando elas parcialmente transparentes. Espero conseguir fazer isso… Tenho uma ideia legal pro blog se aprender.

Bom, seja como for, só passei pra dar meus parabéns ao blog e dar parabéns todos que participam do blog nesses seus dois anos de vida.

Obrigado e abraço a todos,

Fernando

*Chega limpando as traças e a poeira que se acumulou no blog do Chico nesse tempo todo* Cof, cof!

Caham! Olá! Talvez alguns de vocês me conheçam por ter feito o review de Portal 2 aqui no blog. E como o Chico está bastante ocupado com a mudança do blog, eu vim aqui ajeitar um pouco as coisas e sentar pra conversar com vocês.

Hoje não falarei sobre engenharia, sobre matemática e nem curiosidades do mundo moderno. Hoje eu falarei do meu trabalho. Para alguns de vocês eu sou aquela pessoa chata sentada no canto que só serve pra pedir silêncio. Para outros, eu sou a salvadora dos estudos, aquela que encontra aquele livro com as informações que vocês precisavam no momento mais precioso do estudo. Não, eu não sou sua mãe que está arrumando a bagunça do seu quarto. E sim, uma bibliotecária.

Como convivo com alguns amigos engenheiros, boa parte deles dizem que as bibliotecas não fazem mais parte da engenharia porque atualmente conseguem tudo o que precisam online . Mas é incrível como, toda vez que recebo um engenheiro na biblioteca em que eu trabalho, a reação é sempre a mesma:

*engenheiro vai direto pra prateleira de matemática. Tem um longo suspiro e diz “Ah… Cálculo”*

Pode até ser que vocês não precisem mais de bibliotecas. Mas um dos trabalhos de bibliotecárias é revisar artigos de acordo com as normas exigidas para publicações, pesquisar fontes e conteúdos de informação para ajudar no trabalho, enfim. Faço todo aquele trabalho manual que muitos de vocês passam sem saber que suas bibliotecárias favoritas podem ajudar vocês. E fora que sempre haverá bibliotecas para vocês estudarem e quebrarem a cabeça em um problema, rasgarem páginas de um exercício passando a borracha, quebrar o notebook por causa do desespero, ir pra sala de estudo para dormir… Entre outras situações que já presenciei.

Admito que gosto muito do meu trabalho. Adoro receber pessoas nervosas e ansiosas querendo aquela informação como se fosse a última Coca do deserto e, quando a forneço, a pessoa respira aliviada crente que seus problemas acabaram. Mal sabe ela que os problemas estão apenas começando. E, apesar de todos verem engenheiros como aquela pessoa tímida, inteligente pra caramba mas que não tem nada de convívio social, aqui não é bem assim. Eles sempre me falam dos livros, aconselham quais exemplares comprar, explicam o que querem (mesmo que, boa parte das vezes, eu não entendo nada. Mas mesmo assim me esforço para tentar encontrar!) e me ajudam a selecionar livros novos. Nada como falar do assunto com quem entende para poder ajudar a tomar decisões.

Então meus caros. Dá próxima vez que vocês precisarem de os serviços de bibliotecária, saiba que a pessoa do outro lado do balcão admira muito o esforço, a dedicação e o empenho de vocês. Esperamos sempre estar presente para ajudar, ser aquele ombro amigo na reprovação de Mecânica dos Fluidos (AQUELA LINDA!) e ser quem comemora com o final da graduação, mestrado e doutorado. E sim, nem nós entendemos a organização dos livros na estante! Brincadeirinha! Entendemos sim, mas para explicar precisaria de fornecer os grandes conhecimento de Napotemralufolim!

Beijos da sua bibliotecária favorita, Michele Pandini

Logotipo do Blog

Posted: 20/07/2011 in Enquete

Pois eh. A produção do Design do Pi-Dimensional anda de vento em popa. Ando demorando um pouco porque precisei criar o logotipo do blog. Alguns já conhecem outros ainda não viram, mas o logotivo vai ser um pirroba (pi+arroba).

Depois de perder horas fazendo o logotipo no Paint.net descobrir que mesmo com ele a imagem ficar super pixelada, então tive que me prostituir pra um software um pouco melhor que o bom e velho Paint (Paint foreverrrrr!!!!), no entanto não sai da ideia do software livre e baixei o Inkscape (que infelizmente tive que baixar a versão do Windows porque estou tento problemas sérios com o meu relacionamento com o Linux… ¬¬ ). Seja como for, depois de usar todo o poder das raízes do meu sangue lusitano eu consegui vetorizar o logo e fazer uma imagem dele bacaninha.

No entanto, estou preciso da opinião de vocês para definir alguma estilização dele (frescurada). Da esquerda pra direita, contando de 1 à 5 e na segunda linha de 6 à 10, me digam quais logotipos vocês gostaram, please.

;)

Mudanças no Blog:

Posted: 15/07/2011 in Notícias

Bom, como a maioria de vocês já sabe, eu não aguento mais o serviço do WordPress.com. Hospedar um blog em um host gratuito é uma merda, você não pode fazer quase nada. O meu poder de personalização é zero!

Então, visando ir “explorar estranhos novos mundo, buscar novas vidas e civilizações e, audaciosamente ir aonde nenhum blogueiro jamais foi” (parodiando um seriado muito famoso…) parti pra um servidor pago.

Aproveitei essa oportunidade decidi fazer algo que desejava há algum tempo: mudar o nome do blog pra algo que caracterize mais a ideia do blog e não fosse algo que só quem me conhece muito possa entender.

A decisão do novo nome foi algo que fiz sem pedir muito a opinião das pessoas, mas dei o máximo de mim pra escolher um nome bom pra continuação do blog, apesar de ainda não estar 100% decidido.

Seja como for, o nome escolhido será um dos 3:

  • Um Mundo Pi-Dimensional
  • Um Universo Pi-Dimensional
  • Pi-Dimensional
  • Acessem: Novo Blog ainda em construção. Nesse estado o blog está ainda sem nada. Estou importando ainda os posts e comentários desse blog pra ele.

    No entanto, antes de completar toda essa passagem – coisa que deve demorar alguns meses até eu resolver a questão do design da nova página – quero deixar um espaço aberto para que vocês opinem sobre essas mudanças.

    Pra encerrar queria abri um espaço pras pessoas que entram no blog darem a sua opinião. Esse é o momento de vocês. O que vocês acham dessas mudanças? Deem sdu comentário, vou apreciar muito qualquer opinião, boa ou ruim. Quem tiver algo a declarar que diga agora ou cale-se para sempre

    Abraço a todos,

    Fernando

Seguindo o conselho do Oliver, resolvi selecionar algumas das afirmações do post anterior e fazer uma enquete pra ver o quanto meus amigos e seguidores se identificam com as afirmações do post anterior.
Diz ai, quero saber, qual a característica mais marcante em um engenheiro?

  • Você sabe calculo vetorial, mas não lembra como fazer uma divisão com vírgula.
  • Você tem uma calculadora cientifica e conhece TODAS as suas funções.
  • Você já usou o AutoCAD para projetar uma pipa para o seu filho.
  • Você passa horas realizando o relatório de um experimento que durou alguns minutos.
  • Você tem um bichinho de estimação com o nome de um grande cientista.
  • Você ri de piadas sobre matemática.
  • Você faz piadas matemáticas.
  • Você considera qualquer curso não-científico “fácil”.
  • Você não entende como algumas pessoas podem achar difícil programar um DVD.
  • Você assistiu “Apollo 13″ e achou que os verdadeiros heróis foram os caras no Controle da Missão.
  • Você assume que um “cavalo” é equivalente a uma “esfera” para facilitar os cálculos.
  • Uma criança de quatro anos lhe pergunta por que o céu e azul e você tenta explicar toda a teoria da absorção atmosférica.
  • Você tenta explicar física pros seus filhos/sobrinhos.
  • Você vai a uma loja de informática e os vendedores não conseguem responder suas perguntas.
  • O que você mais gosta no Natal é montar os brinquedos das crianças.
  • Você já tentou consertar alguma coisa usando elásticos, clipes de papel e fita adesiva.
  • Seu computador vale mais do que um carro.
  • Seu computador tem nome próprio.
  • Você utiliza mais de um sistema operacional no seu computador.
  • Você pode lembrar de 7 senhas de computador, mas não da data do aniversario da sua mãe.
  • Você sabe qual será o sentido de rotação da água quando puxar a descarga.
  • Você esta sendo processado pela Sociedade Protetora dos Animais por realmente ter realizado o experimento do Gato de Schrodinger.
  • Você SABE o que é o experimento do Gato de Schrodinger.
  • Você consegue digitar 70 palavras por minuto, mas não entende sua própria caligrafia.
  • Você já abriu alguma coisa “só para ver como é por dentro”.
  • Você guarda peças de eletrodomésticos estragados.
  • Você assiste filmes de ficção cientifica e fica procurando cenas que estão cientificamente incorretas.
  • Você tem o hábito de estragar coisas tentando descobrir como elas funcionam.
  • Você desmontava os seus brinquedos quando criança só para ver como eles funcionavam.

fonte

Um futuro engenheiro em progresso...

Não sei quanto a vocês, mas eu era uma criança curiosa e cheia de imaginação. Não sei dizer o porque, mas muito provavelmente por influência dos desenhos animados, eu cresci achando que na história da ciência existiram muitos cientistas loucos. De certo modo sempre achei que ser cientista era ser meio louco…

Seja como for, eu fui crescendo e quando soube que ia começar a ter aulas de ciências na 5ª série fiquei super empolgado achando que ia aprender as coisas mais malucas da minha vida. Pena que o ensino das exatas é muito massante. Passei o ensino fundamental e o ensino médio querendo aprender sobre esses cientistas loucos e no máximo ouvia um pouco sobre um ou outro. Quase sempre era um amigo que ouviu alguma coisa de alguém e a informação chegava sempre incompleta e um tanto quanto distorcida ate mim.

Na faculdade também não foi muito diferente. Pelo menos os livros tinham algumas notas de rodapé falando um pouco sobre os matemáticos e cientistas responsáveis sobre cada área de estudo, mas sem entrar em muitos detalhes.

Mas eu cresci e aprendi a buscar por conta própria na história a vida desses grandes homens que construíram o mundo como ele é hoje.

Bom, sendo assim, hoje vou falar para vocês do meu grande amigo e cientista louco, Nikola Tesla.

Tesla fazendo pose de intelectual

Naquele seu livro de Eletricidade básica deve estar escrito no rodapé de alguma página algo assim: “Nikola Tesla (Austria, 1856 – New York 1943) inventor que atuou na área mecânica e elétrica, responsável pela criação e implementação do sistema de corrente alternada, AC, que venceu o sistema de corrente contínua proposto por Thomas Edson.
Além da corrente alternada, Tesla foi responsável pela criação do primeiro motor AC, a corrente polifásica, comutadores elétricos e ligação em estrela, novos tipos de geradores e transformadores, comunicação sem fio, a lâmpada fluorescente, o rádio, controle remoto por rádio e protótipos de transmissão de energia.

Até ai tudo é muito bonito e muito instrutivo, mas Tesla foi muito mais que um inventor com uma pinta de gênio. Ele era uma pessoa dotada de uma inteligência impar, um visionário, um pioneiro da ciência e, definitivamente, um cientista louco. Vamos ver um pouco mais sobre as peculiaridades dessa figura excêntrica.

Tesla nasceu na aldeia de Smiljan, Império Austríaco e quando criança, diz ele em sua autobiografia, que sofreu de uma espécie de doença que fazia ele ver clarões de luz normalmente associados com alucinações. Essas visões estavam normalmente relacionados a palavras ou imagens que, uma vez despertado o evento, ele podia visualizar com uma clareza incrível de detalhes o problema e ficar em transe durante horas, até dias sem parar.

Muitas das suas invenções e criações, disse ele, como por exemplo a corrente alternada e o motor de AC, surgiram nesses lapsos de visão. O nível de grandeza dessas visões chegavam ao ponto que ele via todo a máquina, peça a peça, montagem e construção em minuciosos detalhes. Imagine você trabalhar para um cientista que derrepente fica doente, passa dias em cama com febre, delirando e falando absurdos e quando acorda fala que achou a solução para a transmissão de corrente a longa distância. Incrível, não?! Naquela época a única forma de transmissão de energia que existia era a corrente contínua, inventada por Thomas Edson e, a ideia de uma corrente contínua era visto quase como um sonho impossível. Fica sem dúvida a pergunta: Até que ponto isso era uma doença ou isso não era alguma forma de inspiração que o absorvia e consumia?

Isso tudo sem falar que Tesla era dotado de uma memória absurda, onde ele decorava livros inteiros, palavras por palavras, sendo capaz de recitar se fosse pedido. Como também mensurar tamanho de objetos com precisão milimétrica e realizar cálculos dos mais complexos tipos de cabeça. Notoriamente ele era conhecido por não ter documentos nenhum de seus projetos. Nada, absolutamente nada ele documentava. Nenhum desenho, nenhum rabisco, NADA! Ele fazia todo o projeto e cálculos de cabeça para só então partir pra construção.

'SOU FODA!' Tesla gostava de fazer exibições de suas invenções de forma teatral. Ele está segurando uma lâmpada que se acende quando ele segura

Mas, continuando a falar da invenção da corrente alternada, Tesla tinha desde jovem uma grande admiração por Thomas Edson e, quando este o convidou para se tornar seu assistente nos EUA, ele sem pestanejar foi para a terra do Tio Sam. Numa das conversas que Edson tinha com o jovem Tesla, ele apostou (certamente por que achava impossível) uma quantidade absurda de dinheiro que este não conseguiria desenvolver a corrente alternada de forma viável. Pois eh, Tesla ficou obsecado com o desafio, ficou doente, teve lá as visões dele e quando acordou voilá. Edson, apesar de ter apostado se recusou a pagar a dívida, afinal não achava possível que Tesla ou qualquer um desenvolvesse uma outra forma de transmissão de energia. Isso gerou muitos desentendimentos entre eles e, a demissão de Tesla da empresa de Edson.

Com as suas patentes e a determinação do governo americano de adotar a corrente alternada como forma padrão de transmissão de energia pelos EUA, fez com que nosso personagem ganhasse um grande prestígio no campo científico, assim como lhe garantiu uma vida confortável por vários anos.

Falando ainda da vida pessoal de Tesla, ele certamente era dotado de algumas formas de transtornos obsessivo-compulsivo. Dizem que ele tinha fixação pelo número três e, por exemplo, ele só ficava em quartos de hotel que fossem números divisíveis por três. Tesla era também notado por ficar revoltado com joaias, sobretudo brincos de pérola. Era fastidioso acerca da limpeza e higiene, isso sem falar misofóbico (medo de contaminação por germes e bactérias). Ele dormia de duas a quatro horas por dia e, quando começava um novo projeto era capaz de ficar dias sem sem alimentar somente concentrado na realização dele. Acho que não preciso dizer que Tesla era celibatário. Não que ele fosse averso a mulheres ou jogasse no outro time, ele simplesmente dizia que assim ele podia se dedicar mais aos hábitos intelectuais. Não concordo muito com isso, mas ele certamente teria muitos problemas com uma esposa na TPM reclamando que ele dá muito mais atenção aquela “máquina idiota de raios” que à ela. Se bem que eu adoraria ser filho dele e ficar brincando de ficar controlando raios. :P

Nada como um momento calmo pra leitura e reflexão no meio de uma sala jorrando raios por todo lado

Apesar de Tesla ter o hábito de desenvolver seus projetos de um forma completamente solitária e intelectual, nem todas as suas descobertas foram propositais. Tesla realizou suas primeiras experiências com ressonância em seu laboratório em Nova York ligando um pequeno oscilador, que fazia com que um espelho vibrasse levemente. Conta a história que súbitamente, o laboratório foi invadido por um esquadrão de policiais, exigindo que Tesla parasse com seus experimentos porquê a ilha de Manhattan estava vibrando por quilômetros de distância.

Tesla era um tanto quanto excêntrico e teatralista na hora de mostrar as suas invenções, fazia isso quase como se fosse um mágico. Por isso e por outras coisas que fez com que ele prejudicasse o seu prestígio na comunidade científica, no entanto sem nunca deixar de ser uma figura de admiração e respeito.

Uma de suas invenções favoritas era a bobina de energia. Uma máquina pequena que era capaz de gerar uma grande quantidade de energia e ficava jogando raios por todos os lados. Ai Tesla costumava fazer exibições públicas andando no meio dos raios e acendendo lampadas somente segurando elas. Uma visão Fantástica, diria!


Esse é um pedaço do filme “The Prestige”, “O Grande Truque”. Como disse, era bem comum Tesla fazer exibições de suas invenções andando no meio de raios gerados pela sua bobina, coisa que era vista como assustadora pelas pessoas, como aparece no filme.

Outra coisa interessantíssina sobre nosso personagem foi essa primeira cena do filme onde aparece Tesla, com ele “plantando” lâmpadas no chão e vendo elas se acenderem. Tesla realmente desenvolveu a propor um sistema de transmissão de energia wireless. Na verdade não pela terra, mas pelo ar! Ele chegou a fazer experimentos com transmissão pela terra, mas por ser mais fácil ele queria fazer pelo ar. Ele descobriu que um tubo de vácuo colocado em proximidade com uma bobina imediatamente começaria a brilhar, sem fios, ou sem sequer um filamento dentro do tubo brilhante. Ressonância elétrica era a chave desta descoberta. Ao determinar a frequência da corrente elétrica necessária, Tesla era capaz de ligar e desligar séries de lâmpadas diferentes de metros de distância. Esse foi o grande estudo de sua vida. ele pretendia criar uma forma de transmitir energia a todo o mundo, de forma simples e de graça. Esse era o seu grande objetivo e sonho, que seria seu grande legado para a humanidade.

Wardenclyffe Tower, uma torre de 15 andares que poderia transmitir energia de graça pro mundo todo

Seu maior laboratório foi em Colorado Spring, onde ele também realizou a maioria das suas pesquisas. Conta a história que perto de seu laboratório coisas estranhas aconteciam. Faíscas saíam do chão conforme as pessoas andavam pelas ruas, penetrando em seus pés pelos sapatos. A grama ao redor do prédio de Tesla brilhava com uma pálida luz azul. Objetos de metal segurados próximos a hidrantes descarregavam raios elétricos em miniatura de vários centímetros de distância. Lâmpadas acentiam expontâneamente a quinze metros de sua torre… e Tesla estava apenas sinronizando seus equipamentos… E foi nesse laboratório que Tesla realizou seus primeiros experimentos de transmissão de energia sem fio.

Conta a histórioa que certa noite em 1899, Tesla acionou sua máquina em força total, na esperança de produzir um fenômeno que ele chamou de “crescente ressonante”. Sua torre descarregou na Terra dez milhões de volts. A corrente atravessou o planeta e, quando ela chegou ao lado oposto do planeta, ela foi rebatida de volta à sua origem. Ao voltar, a corrente estava muito enfraquecida, mas Ta máquina de Tesla estava emitindo uma série de pulsos que se reforçavam um ao outro, resultando em um tremendo efeito cumulativo.No momento máximo desse experimento a máquina emitia raios que ainda estão até hoje catalogados como a maior descarga elétrica da história. A corrente de retornava formou um arco voltaico que elevou-se até o céu por dezenove metros. Trovões eram ouvidos a kilômetros de distância. Tesla, descobriu que não havia um limite para a geração de descargas ressonantes. O experimento acabou com a máquina de Tesla explodindo e causando um grande estrago no seu laboratório.

Por fim, vou falar de um dos grandes mistérios sobre Tesla. A chamada “Tesla’s Death Ray Machine”. Conta a história que Tesla chegou a desenvolver uma máquinas de raio que poderia lançar raios e atingir qualquer parte do planeta. Essa arma seria um instrumento definitivo pra garantir a supremacia de qualquer nação. Tem gente que diz que Tesla chegou a construir a máquina, mas ao se tocar do poder que essa máquina tinha ele a desmontou para nunca mais construir. Outros dizem que ele, apesar de achar que era capaz de construir, não tinha fundos suficuentes pra realizar a máquina. Seja como for, esse vai ser mais um mistério que esse grande gênio louco deixou para a humanidade.

No fim de sua vida, Tesla ficou fascinado com a idéia da Luz como sendo tanto partícula como onda, que Tele propoz a idéia de criar uma “parede de luz”, manipulando ondas eletromagnéticas em um certo padrão. Esta misteriosa parede de luz permitiria que o tempo, espaço, matéria e até gravidade fossem manipuladas à vontade do operador, e concebeu uma grande variedade de propostas que parecem hoje sair diretamente da ficção científica, incluindo naves anti-gravidade, teletransporte e viagens no tempo.

Pra encerrar e fechar com um pouco de mágica esse post, vou mostrar pra vocês alguns vídeos de entusiastas brincando com a bobina de Tesla na net.


MUITO FODA ESSE!


Ficar numa ‘Gaiola de Faraday’ é fácil. Quero ver é sair andando no meio dos raios como Tesla fazia!

Na minha primeira aula de “Introdução a Engenhaira Mecânica” na faculdade, um dos meus professores me fez uma pergunta que já ouvi diversas vezes: Porque você escolheu engenharia mecânica? E, essa pergunta se repetiu na maioria dos processos seletivos que fiz, seja para bolsas de pesquisa ou estágio. Até em reuniões com professores ou outros engenheiros já me fizeram essa pergunta…

Normalmente eu respondo algo do tipo:” Ah, eu era uma criança que sempre gostou de desmontar os seus brinquedos pra descobrir como eles funcionavam. Normalmente tentava entender como eram feitos. Tentava constuir brinquedos melhores, consertar, adaptar… A medida que fui crescendo a curiosidade científica foi se desenvolvendo. Brinquei muito de juntas pilhas em série e ligar lampadas de brinquedos, montar pequenos circuitos e coisa e tal… Ai, comecei a minha vida universitária na Matemática, mas percebi que o meu caminho era ir pra engenharia mesmo. E, pelo gosto por máquinas a engenharia mecânica foi a escolha mais óbvia.”

Meio que essa é a minha resposta padrão. Claro que baseada em fatos reais. Eu realmente sempre gostei de ciências e adorava desmontar e remontar meus brinquedos. Não canso de dizer que eu tive um Nintendo 64 e usei durante 8 anos o mesmo controle, que eu sempre consertava e deixava ele parecendo novo.

Mas, meio que a minha resposta é também a resposta de muitas outras pessoas. A engenharia é a maior reunião de Nerds por metro quadrado de qualquer universidade, mas também as vezes ouso umas respostas diferentes. Tem gente que faz engenharia por influencia do pai, ou tio. Tem gente que faz por causa do dinheiro. Tem gente que nem sabe ainda o por que faz engenharia… Motivos é o que não falta pra justificar a razão de alguém fazer esse curso. (Todo motivo é válido, menos dizer que veio procurar engenharia por que tem muitas mulheres, por que isso é um engano sério! Principalmente engenharia mecânica… =/ )

Mas, essa semana estava pensando sobre esse assunto e cheguei a uma conclusão muito importante. O motivo que me faz ser engenheiro mecânico não é esse gosto por máquinas que tenho desde moleque. Não é trabalhar com projeto de equipamentos novos, que derrepente podem mudar o mundo. Não é essa vontade de fazer algo bom e construtivo pro meu país ou algo assim. A grande inspiração da minha vida para ser quem eu sou é o Cérebro. Sim, o Cérebro! Aquele rato branco do desenho animado que queria dominar o Mundo.





Crescer vendo aquele ratinho criando todo tipo de buginganga pra tentar dominar o mundo fez construir um Cérebro na minha personalidade. Na verdade eu faço engenharia por que quero dominar o mundo e me tornar imperador supremo do universo!



Bom, já vou avisando: Acho melhor vocês se aliarem a mim e começarem a me chamar de Imperador do universo antes que eu me domine o mundo. xD