Como muitos de vocês já sabem, se não estou informando agora: Apartir de hoje o Meu Nome Não é Chico está sendo desativado, sendo que todo o seu conteúdo e continuidade está no novo blog Pi-Dimensional.

Espero encontrar vocês lá.

Abraço a todos,

Fernando

Eu vou contar pra vocês uma história de como a vida é cheia de surpresas e como aprendemos a valorizar aqueles que estão ao nosso lado as vezes só quando os perdemos. Uma história de quem supera qualquer dificuldade e busca achar o amor verdadeiro.

Eu sou um usuário de computadores clássico. Não sou desses tipos alternativos que gostam de moda, design e Mac. Sou um cara rústico, metódico e tradicional. Sou um usuário Linux.

Desde cedo me apaixonei pelo Ubuntu e com ela formei um sólido relacionamento durante anos. Durante esses tempo aprendemos a nos respeitar, entender as nossas limitações e aceitar as nossas diferenças. É claro que também tinhamos problemas. As vezes não nos entendiamos… eu dizia:
$cat 1textA | tr "zvnwshrmxgpdkqbjctfl" "a-z" | tr " " "\n" | sort -u | tr "\n" " " | tr "a-z" "zvnwshrmxgpdkqbjctfl"
e ela não me entendia.

Mas nosso relacionamente era bem firme e tudo fazia parecer que seria um casamento bem sólido e duradouro, até que um dia tudo mudou. Vi na capa de uma revista uma tal de Gnome3 e, dai em diante nunca mais fui o mesmo…

Aquelas curvas não saiam da minha cabeça. Aquela interface rápida e prática me deixava super exitado. Parecia que tinha achado o SO perfeito. O Gnome3 parecia ser um SO sem frescuras, que satisfaria o usuário de uma forma como nunca antes um SO satisfez um usuário antes.

Como esse Gnome3 não saia da minha cabeça resolvi conversar com o Ubuntu sobre isso e perguntar se ela se propunha a tentar o Gnome3 comigo. Mas o Ubuntu não quis, disse que não é sistema operacinal de fazer esse tipo de coisa e por ai foi…

Pensei que como tempo eu ia desistir disso, que ia esquecer e seguir em frente, mas a vontade de experimentar o Gnome3 não parava de crescer. Quando o Ubuntu viu que eu estava me afastando cada dia mais, ela resolveu me propor uma alternativa, o Unity. E não preciso dizer que esse foi o motivo do fim do nosso relacionamento. Como depois de anos de relacionamento sério o Ubuntu vira pra mim e diz que se quiser inovar vou ter que me contentar com o Unity? Como diante do Gnome3 ela quer que eu me acostume com uma interface que não passa de uma imitação parcial, grosseira e bugada como essa? Terminamos.

Então uma noite em casa, sozinho, estava sem fazer nada e resolvi ir num lugar diferente, um lugar chamado http://gnome3.org/ e lá conheci duas SO bem interessantes que fiquei conversando, trocando uma ideia e conhecendo. Elas se chamavam SuSe e Fedora. Depois de algum tempo que estava conversando com elas resolvi partir com tudo pra cima da SuSe porque eu vi que ela funcionava sob a arquitetura amd64 e eu adoro SOs que funcionam sob essa estrutura.

Levei ela pra casa pronto pra colocar ela no meu note. Logo nas preliminares, instalação, fui quase as alturas. Um SO sem frescuras, decidido. Sabia muito bem o que queria e o que precizava fazer para me satisfazer na instalação em poucos passos. Ai comecei a mexer na SuSe com toda a vontade e desejo que estava guardando a um tempão. Fui ao ceu. Foi a noite inteira em claro. Passando o mouse pra cima e pra baixo, abrindo e fechando as telas e usando todos os recursos dela. Fui durmir acabado, esgotado, mas com um sorrizo de ponta a ponta me sentindo o usuário mais feliz desse mundo.

No entanto, já no dia seguinte, de manhã, tive meus primeiros problemas com a SuSe. Ela veio toda cheia de paranoia, travando o Xorg e tivemos a nossa primeira briga. Tentei conversar com ela, reconfigurar e concertar esse problema do Xorg mas nada deu certo. No final tive que esperar uns dias e reinstalar tudo do zero.

Apesar desses problemas e do fato d’eu descobrir que não posso confiar na atualização automática da SuSe, até que tivemos um relacionamento estável. Tínha alguns problemas com relação a ele principalmente com relação aos seus gostos. Ela gostava de rpm. Sério, que coisa ultrapassada. Diante de tanta coisa melhor por ai ela diz que só gosta de RPM?! Muito estranho. Se fosse Legião Urbana pelo menos…

Outro grande problema que tinha com ela era colocar algo na cabela dela..Instalar algo pelo pelo sistema de pacote de dados, o Yard2. Nunca me envolvido com um sistema tão burro. Eu que estava acostumado ao desempenho do Apt e do Aptitude na Ubuntu, não conseguia aceitar uma interface tão idiota quanto o YaST2. Depois de muito tempo descobri alguns macetes e truques pra conseguir colocar programas dentro da SuSe, mas era sempre com muita dificuldade que fazia isso. Somando isso tudo e um bocado de outros problemas, bugs, eu e a SuSe não conseguimos durar muito tempo. Havia muito desejo mas não havia compatibilidade entre a gente, saca?!

Depois do meu fim com a SuSe resolvi procurar a Fedora pra ver se com ela eu conseguiria achar o SO da minha vida. Com a Fedora diferente dos outros SO, ela é garota de família. Seu pai é um grande empresário: Doutor Red Hat. Esperava encontrar no Fedora um sistema operacional de qualidade construído com o bom e melhor do Linux.

O começo do meu relacionamento com Fedora foi ótimo, mas confessor que estava um pouco preocupado como seria nosso relacionamento com o tempo… já havia sofrido muito com a SuSe e não estava disposto a me entregar tão rápido assim pra me machucar depois.

Com o tempo e depois de algumas conversas e atualizações percebi que a Fedora era um SO bem mais estável que a SuSe. Não tive nenhum problema com suas atualizações. Ela sempre se mostrou muito capaz disso.. No entanto, a medida que nosso relacionamento foi progredindo percebi que a Fedora era muito mais fresca que a SuSe no quesito compatibilidade de softwares e simplismente não achava drivers pra ela ou os programas que estava acostumado a usar. A Fedora era um bom SO, mas eu sou um cara simples, não consiguiria me acostumar a ideia de me envolver com um sistema filho de um Red Hat criado cheio de frescuras e nhenhenhe.

E foi o fim do meu relacionamento com a Fedora.

Fiquei um bom tempo sem me envolver com ninguém. Sozinho, desiludido, ficava só no Windows…

Mas a vida é cheia de surpresas e reviravoltas. Eu estava outro dia mexendo nos meus backups quando achei uma imagem do Ubuntu no meus arquivos. Fiquei olhando pra ela um tempão lembrando dos bons e velhos tempos… Apesar d’eu ter abandonado ela, eu era muito feliz. O Ubuntu me entendia como nenhum outra distribuição do Linux me entendia. Me completava como nunca consegui com outro SO…

Procurei a Ubuntu, pedi minhas desculpas e voltamos. Depois de muito rodar descobri que ela é o SO da minha vida. Com ela espero poder viver o resto dos meus dias e ser muito feliz.

FIM!

Pois é galera, o blog fez essa semana aniversário. Dois anos de vida. A 733 dias atrás eu publiquei o “Hello World!”, o primeiro post do blog.

Foram dois anos muito importantes para mim. Para um blog que começou sem compromisso algum, com o objetivo único de ter uma forma de eu estender o contato entre eu e meus amigos em brasília, ele foi crescendo ganhando mais objetivos e desenvolvendo forma e vida aos meus olhos. Cumpri meu objetivo inicial e muito mais. Hoje o blog é visto por várias pessoas do brasil e fico muito contente de saber outras pessoas se identificam com a ideia da página.

Se tornou muito mais que uma página que eu atualizava de vez em quando, para se tornar parte do meu dia-a-dia. Engraçado que um dos meus princípios no blog é não falar de mim, no entanto, eu me vejo escrito em cada post, em cada comentário e canto dessa página…

A minha ideia original era aproveitar essa data e lançar definitivamente o novo portal do blog, o Pi-Dimensional, como forma de comemorar a continuação do blog. Mas, devido eu ter me enrolado todo pra aprender a usar as bibliotecas de php (que eu tive que aprender também) eu tô atrasado em umas 3 semanas no desenvolvimento do novo design do blog. Por enquanto, se vocês entrarem lá, vocês verão um design temporário que coloquei lá, mas que devo aproveita de alguns elementos pro novo design.

Aproveitando pra falar no novo design do blog, tenho que dizer o tanto que tô tendo que aprender pra fazer meu próprio layout do blog. Além de ter aprendido php e CSS3 estou tendo que aprender a editar imagens, que tem sido o mais difícil. Descobri, infelizmente, que pra algumas coisas o bom e velho Paint não serve. No entanto não trai a ideia do software livre, estou usando o Inkscape. Apanhei dias pra fazer o simbolo do blog. Depois apanhei mais ainda pra aprender a redefinir ele sem perder qualidade e pixelar o simbolo. Tô querendo aprender agora a mexer com layers e sobreposição de imagens colocando elas parcialmente transparentes. Espero conseguir fazer isso… Tenho uma ideia legal pro blog se aprender.

Bom, seja como for, só passei pra dar meus parabéns ao blog e dar parabéns todos que participam do blog nesses seus dois anos de vida.

Obrigado e abraço a todos,

Fernando

*Chega limpando as traças e a poeira que se acumulou no blog do Chico nesse tempo todo* Cof, cof!

Caham! Olá! Talvez alguns de vocês me conheçam por ter feito o review de Portal 2 aqui no blog. E como o Chico está bastante ocupado com a mudança do blog, eu vim aqui ajeitar um pouco as coisas e sentar pra conversar com vocês.

Hoje não falarei sobre engenharia, sobre matemática e nem curiosidades do mundo moderno. Hoje eu falarei do meu trabalho. Para alguns de vocês eu sou aquela pessoa chata sentada no canto que só serve pra pedir silêncio. Para outros, eu sou a salvadora dos estudos, aquela que encontra aquele livro com as informações que vocês precisavam no momento mais precioso do estudo. Não, eu não sou sua mãe que está arrumando a bagunça do seu quarto. E sim, uma bibliotecária.

Como convivo com alguns amigos engenheiros, boa parte deles dizem que as bibliotecas não fazem mais parte da engenharia porque atualmente conseguem tudo o que precisam online . Mas é incrível como, toda vez que recebo um engenheiro na biblioteca em que eu trabalho, a reação é sempre a mesma:

*engenheiro vai direto pra prateleira de matemática. Tem um longo suspiro e diz “Ah… Cálculo”*

Pode até ser que vocês não precisem mais de bibliotecas. Mas um dos trabalhos de bibliotecárias é revisar artigos de acordo com as normas exigidas para publicações, pesquisar fontes e conteúdos de informação para ajudar no trabalho, enfim. Faço todo aquele trabalho manual que muitos de vocês passam sem saber que suas bibliotecárias favoritas podem ajudar vocês. E fora que sempre haverá bibliotecas para vocês estudarem e quebrarem a cabeça em um problema, rasgarem páginas de um exercício passando a borracha, quebrar o notebook por causa do desespero, ir pra sala de estudo para dormir… Entre outras situações que já presenciei.

Admito que gosto muito do meu trabalho. Adoro receber pessoas nervosas e ansiosas querendo aquela informação como se fosse a última Coca do deserto e, quando a forneço, a pessoa respira aliviada crente que seus problemas acabaram. Mal sabe ela que os problemas estão apenas começando. E, apesar de todos verem engenheiros como aquela pessoa tímida, inteligente pra caramba mas que não tem nada de convívio social, aqui não é bem assim. Eles sempre me falam dos livros, aconselham quais exemplares comprar, explicam o que querem (mesmo que, boa parte das vezes, eu não entendo nada. Mas mesmo assim me esforço para tentar encontrar!) e me ajudam a selecionar livros novos. Nada como falar do assunto com quem entende para poder ajudar a tomar decisões.

Então meus caros. Dá próxima vez que vocês precisarem de os serviços de bibliotecária, saiba que a pessoa do outro lado do balcão admira muito o esforço, a dedicação e o empenho de vocês. Esperamos sempre estar presente para ajudar, ser aquele ombro amigo na reprovação de Mecânica dos Fluidos (AQUELA LINDA!) e ser quem comemora com o final da graduação, mestrado e doutorado. E sim, nem nós entendemos a organização dos livros na estante! Brincadeirinha! Entendemos sim, mas para explicar precisaria de fornecer os grandes conhecimento de Napotemralufolim!

Beijos da sua bibliotecária favorita, Michele Pandini

Logotipo do Blog

Posted: 20/07/2011 in Enquete

Pois eh. A produção do Design do Pi-Dimensional anda de vento em popa. Ando demorando um pouco porque precisei criar o logotipo do blog. Alguns já conhecem outros ainda não viram, mas o logotivo vai ser um pirroba (pi+arroba).

Depois de perder horas fazendo o logotipo no Paint.net descobrir que mesmo com ele a imagem ficar super pixelada, então tive que me prostituir pra um software um pouco melhor que o bom e velho Paint (Paint foreverrrrr!!!!), no entanto não sai da ideia do software livre e baixei o Inkscape (que infelizmente tive que baixar a versão do Windows porque estou tento problemas sérios com o meu relacionamento com o Linux… ¬¬ ). Seja como for, depois de usar todo o poder das raízes do meu sangue lusitano eu consegui vetorizar o logo e fazer uma imagem dele bacaninha.

No entanto, estou preciso da opinião de vocês para definir alguma estilização dele (frescurada). Da esquerda pra direita, contando de 1 à 5 e na segunda linha de 6 à 10, me digam quais logotipos vocês gostaram, please.

😉

Mudanças no Blog:

Posted: 15/07/2011 in Notícias

Bom, como a maioria de vocês já sabe, eu não aguento mais o serviço do WordPress.com. Hospedar um blog em um host gratuito é uma merda, você não pode fazer quase nada. O meu poder de personalização é zero!

Então, visando ir “explorar estranhos novos mundo, buscar novas vidas e civilizações e, audaciosamente ir aonde nenhum blogueiro jamais foi” (parodiando um seriado muito famoso…) parti pra um servidor pago.

Aproveitei essa oportunidade decidi fazer algo que desejava há algum tempo: mudar o nome do blog pra algo que caracterize mais a ideia do blog e não fosse algo que só quem me conhece muito possa entender.

A decisão do novo nome foi algo que fiz sem pedir muito a opinião das pessoas, mas dei o máximo de mim pra escolher um nome bom pra continuação do blog, apesar de ainda não estar 100% decidido.

Seja como for, o nome escolhido será um dos 3:

  • Um Mundo Pi-Dimensional
  • Um Universo Pi-Dimensional
  • Pi-Dimensional
  • Acessem: Novo Blog ainda em construção. Nesse estado o blog está ainda sem nada. Estou importando ainda os posts e comentários desse blog pra ele.

    No entanto, antes de completar toda essa passagem – coisa que deve demorar alguns meses até eu resolver a questão do design da nova página – quero deixar um espaço aberto para que vocês opinem sobre essas mudanças.

    Pra encerrar queria abri um espaço pras pessoas que entram no blog darem a sua opinião. Esse é o momento de vocês. O que vocês acham dessas mudanças? Deem sdu comentário, vou apreciar muito qualquer opinião, boa ou ruim. Quem tiver algo a declarar que diga agora ou cale-se para sempre

    Abraço a todos,

    Fernando

Seguindo o conselho do Oliver, resolvi selecionar algumas das afirmações do post anterior e fazer uma enquete pra ver o quanto meus amigos e seguidores se identificam com as afirmações do post anterior.
Diz ai, quero saber, qual a característica mais marcante em um engenheiro?